Quem sou eu

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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Sintese: Nenhuma Sexo:Feminino ao cubo, Signo: Sol em: Áries, Ascendente: Leão Lua em: Aquario Hora do nascimento: 16:15 Onde?:Paralelo 30 sul Brasil Cidade: Porto Alegre País: Brasil Onde moro: Florença,Firenze País: Italia O preço que pago pelos meus sonhos é muito grande, porém mesmo assim minha alma aceita, já que a escolha, uma vez feita,me rende felicidade, não importando se o mundo gosta dela ou não. Caminho Escolhido: O da razão, mesmo que a julgamento alheio pareça o da lua. Tornei-me uma espécie de curiosa, buscadora, mas não me importo se estou abraçando a carreira ou não. Por que Buscadora? Porque eu preciso ver para crer, necessito experimentar de forma concreta todas as coisas, para me dar ao luxo de crer nelas. Como escolhi a razão depois dos 40, os pontos cruciais de meu caminho são os momentos em que tenho que fazer escolhas. Instantes bastante sofridos, porque penso muito e reflito sobre inúmeros dilemas, o que me toma bastante tempo. Masssss...tenho o poder de emergir triunfante do tormento das dúvidas com uma escolha depurada, a mais impecável de todas. Pelo menos pra mim, Porque os outros pensam que sou absolutamente "Louca".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Estorias Da Infância ­ A menina do Espelho. Coisas da Imaginaçao.


minhas bonequinhas

Nasci em um tradicional bairro em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, terra de gente de caráter, de historias de guerras, de mulheres determinadas, de tempestades e grandes figuras de varias etnias, que mudaram costumes e deixaram marcas reconhecíveis no povo gaúcho.
Os anos 60 do seculo XX, foram anos de mudanças mundiais, me parece que tudo passa numa velocidade nunca observada antes. A politica, o mundo feminino, guerras, musica, a arte tudo em estado de ebulição. E ai nasce também a Menina do Espelho, que vou chamar de Tarquínia, nome estranho para ser dado a um menina, por outra menina de 6 anos que nunca tinha ouvido falar de alguém com este nome.
O cenário do mundo de Tarquínia, era muito simples, um apartamento de 75 metros quadrados, no primeiro andar , de um prédio de classe popular no centro do bairro que concentrava grande população de descendentes de italianos, judeus, portugueses, turcos, alemães, espanhóis,argentinos, uruguaios, bolivianos e nem sei bem como estavam divididos na época, a cidade tem uma população de descendentes de 26 etnias.
Lembro do roupeiro do quarto dos meus pais, estilo clássico dos nos 50, marrom mesclado, pés palito, e quando abria a porta tinha ali um grande espelho. Um dia parei na frente e sorri com meu cabelo curto, liso, a franja entrando no olho, o que me fazia franzir o nariz, pra afastar os fios que me impediam a visão. Lembro que olhei a menina ali dentro do espelho e logo ficamos amigas, ela sorriu pra mim e eu pude ver o grande buraco aberto pelos  dentes que faltavam na frente em cima e em baixo, Fiquei logo encantada e curiosa.
Do lado de dentro do espelho tinha uma longa estrada  atras da menina, que cortava ao meio um campo verde, muito claro pontilhado de margaridinhas amarelas, o céu era azul com nuvens robustas arredondadas; ao lado direito da menina uma grande arvore também com flores amarelas e que mais tarde descobri ser um ipê, do lado esquerdo grandes plátanos com as folhas verdes formavam um paredão fechando a estrada que serpenteava no meio. Quer brincar comigo? Sou Tarquínia, e eu moro la no fim da estrada. Foi na hora, Tinha tanto sol, tanta luz, o verdinho mais bonito que eu já tinha visto e entrei. Entrei naquele espelho e parece que ali o tempo não passava, brincávamos horas debaixo do Ipê correndo no meio dos plátanos e o tempo era generoso permitindo tudo que meu coraçãozinho de criança sonhava. Foram anos e aventuras ao lado dela, da menina do espelho, da menina de nome esquisito.

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